Os “Queridinhos” do Morar Mais 2021

Você que acompanha o Morar Mais pormenos, sabe que fazemos questão de premiar, em todas as edições, aqueles profissionais que mais se destacaram na mostra. Nada mais justo, não é mesmo? Achamos muito importante valorizar o profissionalismo, a dedicação, a criatividade e o talento dos arquitetos, decoradores, designers e paisagistas que melhor traduzem os conceitos do evento: mais por menos, customização, brasilidade, inclusão social, sustentabilidade e tecnologia e inovação através do “Prêmio Morar Mais”. Esse é o nosso DNA, nossa essência! Pode parecer coincidência, mas os projetos que seguem essa tendência acabam sendo os mais admirados pelos visitantes. Opa, sinal que estamos no caminho certo!

NÃO PRECISA DE MUITO PARA SER FELIZ

A felicidade vive dentro de mim. Essa máxima foi retratada no “Estúdio da Jovem Médica”, assinado por Martha Leal, na edição do Rio de Janeiro. A ideia partiu de uma jovem médica que morava em apartamento alugado e sabia que logo partiria para outro endereço. 

Você que gosta ou precisa mudar sempre, inspire-se nesse ambiente! Simplicidade e reaproveitamento. Mudanças fáceis e práticas. A mesma taça usada no jantar, pode virar um arranjo minimalista. Isso é mais por menos, uma solução criativa e despretensiosa que resultou num projeto cheio de bossa e que cabe no bolso.

Fotos: Lilia Mendel e Ale Devecchi

NO MUNDO DE FAZ DE CONTA

Quem não gosta desse mundo? Ah, é bom demais!

“Casa de Boneca”, ambiente assinado por Lindi Santos na mostra de Belo Horizonte, é um mundo de faz de conta! A caixa de feira virou poltrona, latas formam uma luminária, isopor com papel uma estante, lona de algodão cru reveste as paredes. Esses materiais ressignificados através da customização, reforçam os conceitos de mais por menos e sustentabilidade. Único ambiente premiado em três categorias!!! Um sonho que virou realidade.

Fotos: Ivan Araújo

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA…

O projeto “Morada da Pedra”, assinado por Felipe Alves na edição do Rio, teve como elemento principal a pedra natural existente no fundo do ambiente. Uma pedra literalmente! Destaque para o acabamento de paredes e tetos no chapisco cimentado e o pé-direito duplo, possibilitando aproveitar texturas e níveis de uso. 

A sustentabilidade fica evidente com a preservação da característica bruta da pedra e de todo o clima “caverna” misturados com a sofisticação presentes através da iluminação e de elementos decorativos. Inovações sustentáveis que mostram na prática atitudes conscientes. Isso muda o mundo!

Cada país segue o seu caminho. Quem sabe um dia teremos um bicicletário como o de Amsterdã? A sustentabilidade com mobilidade, sempre!

COISAS DO BRASIL

Já se imaginou numa sala de estar que leva o público a origem indígena? E com tudo que se tem direito! A ideia foi retratada no espaço “Native”, assinado por Sophia Abraham, também no Rio. A sala de Dayana Molina – mulher indígena, militante social, estilista de sucesso no Brasil e exterior que está a frente de inúmeras ações para transformar o olhar coletivo sobre os povos indígenas – traz sua personalidade, seu olhar e, especialmente, seus valores. Uma vivência de história, design e muita brasilidade.

Fotos: Ale Devecchi e Raphael Oliveira

E por falar em brasilidade… 

Quindim Morar Mais: amor, ovos, coco e doçura! Pronto: essa é a receita cheia de brasilidade e gostosura. Nosso quindim Morar Mais. Hummmmmmmmm!!!

E AQUI TUDO COMEÇOU

Por que não falar dos índios, nossos primeiros habitantes? E a oca, a primeira casa construída? A oca foi o primeiro modelo de residência, trazido pelos índios, representando uma junção entre a simplicidade e o respeito à natureza (a casa é feita de tudo que é extraído da natureza). O Morar Mais ADORA esse combo! Além disso, destacamos o aspecto de inclusão social, já que o índio está totalmente inserido na nossa cultura e na nossa sociedade. Não é à toa que muitos ambientes da edição 2021 ilustraram essa temática. Super atual, vanguarda!

E QUE TAL UM REFÚGIO BRASILEIRO?

Fotos: Ivan Araújo

O “Refúgio das Ceramistas”, assinado por Nei Nicolato em Belo Horizonte, é outro bom exemplo de brasilidade. O ambiente faz referência às mulheres ceramistas do Brasil. Camadas de textura nos guiam através do barro no piso, passando pela argila e sua queima nas paredes, explodindo em itens únicos em exposição. Vendo o projeto, quem não lembra da cena do filme Ghost? Bateu até saudade!

VIDA NOVA!

Você já teve uma bela colcha de retalhos?

A colcha de retalhos está associada ao nosso cotidiano, pois representa, em uma construção, o material utilizado em casa para cobrir uma cama, um sofá, etc. Tantos pedacinhos de tecido estão ali representados, restos que poderiam ter sido descartados, mas foram reaproveitados e estão ali, dando vida a uma nova peça.

A mesma ideia de customização foi apresentada na “Varanda da Artista Baiana”, um verdadeiro retrato do que as profissionais acreditam ser como ofício. A produção do ambiente foi executada 100% pelas arquitetas Amanda Menezes e Talita Neri na edição carioca, uma forma de valorizar o “feito à mão” e toda forma de arte como decoração, uma crença respeitada no projeto.

Em cada canto há um pedaço da Bahia e da dupla, como luminárias de papel, macramê, cestaria (peneiras de palha), painel e móveis com cabos de vassoura, móveis em tubo de PVC e telas pintadas por elas.

A criatividade de customizar é um dom mágico e o Morar Mais é pura inspiração!

CUSTOMIZANDO DE FORMA ASSIMÉTRICA

O “Restaurante Dissimetria”, assinado por Dyanne Anjos e Stephany Galantini na capital mineira, é um outro belo exemplo de projeto premiado. Foi desenvolvido de forma a integrar o espaço interno e externo através do mobiliário. O uso da iluminação, materiais, cores e vegetação realçam a sinuosidade da parede principal e a dissimetria do espaço.

Foto: Ivan Araújo

A ideia acabou nos remetendo à Casa de Chá “Bridging”, vocês conhecem? Localizada no Parque de Arquitetura JinHua, na China, representa a customização em sua essência. Essência e assimetria. Pequenos pavilhões projetados por arquitetos de todo o mundo ocupam o solo, juntos formam uma parte importante do desenvolvimento do novo distrito. Uma vez que são identidades únicas, atraem muitas pessoas. 

A proposta de FR-EE explora a interação tipológica entre duas estruturas tradicionais dos jardins da antiga China: uma casa de chá e uma ponte. A ponte se lança como uma contínua estrutura de concreto ao longo do lago e se destaca por sua cor vermelha, tradicionalmente a cor simbólica da felicidade na China.

No interior, uma variedade de micro-plataformas, em diferentes formatos e níveis, criam sequências de experiências para os visitantes que passam pela ponte – permitindo a privacidade e intimidade, mesmo quando grupos maiores estão no pavilhão. A divisão entre essas plataformas suporta a estrutura do pavilhão, permitindo-lhe passar por cima da lagoa.

Morar Mais também é cultura!

QUINTAL DO SABER

O acesso ao conhecimento devia ser comum a todos, não? Mas, infelizmente essa não é a realidade.

Por isso, as profissionais Ander Rodrigues, Chris de Melo e Patrícia Brito assinaram um espaço típico de inclusão social no evento do Rio de Janeiro, uma brinquedoteca!!! Um cenário lúdico e participativo para o público infantil estudar de forma divertida. O quintal tem como ponto central uma árvore de papelão, representando o crescimento contínuo e os frutos ao longo da vida. A ideia é plantar educação, independência, criatividade e a consciência de preservar a natureza e reaproveitar os materiais. Os brinquedos e livros utilizados no projeto foram doados por crianças e, ao final da mostra, foram entregues à orfanatos. Belo exemplo de inclusão social!

ALEXA EM ALTA

Cada vez mais presentes nas residências e no cotidianos das pessoas, tecnologia e inovação são hoje parte essencial de nossas vidas. 

No espaço “Sala Delas”, assinado por Ale Novaes na edição do Rio, as cortinas também eram comandadas pela Alexa, personagem anteriormente conhecida somente para aparelhos eletrônicos como TVs e aparelhos de ar condicionado. Salve Alexa!

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