Memória afetiva na decoração! Ideias para deixar seu ambiente alegre e cheio de personalidade!

Em uma era cada vez mais digital, que tende a criar uma sensação de isolamento, arquitetos e designers estão reconhecendo a relação íntima que um indivíduo tem com seu entorno físico imediato e, estão cada vez mais se tornando poetas, criando espaços memoráveis ​​que acalmam, energizam, elevam e criam felicidade através da memória afetiva, que são lembranças desencadeadas pela percepção sensorial de determinado elemento. Um cheiro, uma música, uma cor, um objeto …

É fácil ficar mais feliz em casa!

Memória afetiva na decoração
Sala Suburbano Coração, assinado por Janete Oldemburg para o Morar Mais Rio.

O conceito de lar remete ao local onde o ser humano possa vivenciar o senso de pertencimento, aconchego e amor. Nesse aspecto, a decoração afetiva se encaixa com a proposta de escolher itens repletos de lembranças e com a expressiva capacidade de conectar uma identificação profunda entre as pessoas e o ambiente como fotografias, mobiliário antigo, coleções, lembranças de viagens, o importante aqui são os resgates das lembranças.

Confira abaixo algumas ideias de decoração afetiva apresentadas por arquitetos e designers de interiores no Morar Mais e inspire-se para deixar o seu ambiente mais feliz!

Romance e conto de fadas

Conto de fadas, quarto infantil, memória afetiva

O espaço Quarto da Menina que ama Livros assinado por Fátima Berge, Luciana Lima e Eduardo Pinto aposta no visual vintage dos antigos livros de histórias, investindo no imaginário subjetivo da fantasia literária. Para isso, recorreu-se à memória afetiva que antigos móveis e objetos resgatam. A pintura especial nas paredes, que usa fibras de algodão recicladas, imprime um aspecto envelhecido que combina com o clima de contos de fadas idealizado para o quarto.

Na casa de Vó …

Memoria afetiva, cada dos avós

O objetivo da Sala Suburbano Coração, assinado por Janete Oldemburg para o Morar Mais Rio, além de ser um espaço multifuncional é, aliar memória afetiva, equilíbrio e baixo custo. Tampinhas de cerveja formam um mosaico no piso. Peças pessoais antigas e móveis de demolição rendem-se à cortina moderna e aos efeitos da iluminação. Com tinta PVA foram pintadas listras e uma toalha de renda nas paredes. E em aparente desordem poética, o jardim do quintal de nossos avós.

Um lar feito de memórias e afeto!

Um apartamento aconchegante, acessível e que remete ao laço entre avós e netos: esse é o conceito do Apartamento dos Avós, espaço criado pela arquiteta Ana Johns para o Morar Mais Curitiba. Com detalhes que garantem a segurança dos idosos e a essência que só a casa dos avós tem: especiais, aconchegantes, acolhedores e cheios de afeto.

Uma viagem através do tempo

No Hall dos Viajantes, ambiente assinado por Lidia Sucasas, em parceria com Anna de Matos para o Morar Mais BH, a cadeira de balanço foi um centro de atenção. A proposta foi criar pequenos setores para atender a todos os dormitórios. Foram dispostos uma mini copa, local para meditação, espaços para lembranças e recordações. No canto destinado à leitura, a cadeira dava um ar diferenciado de nostalgia e conforto.

O ambiente de Recordações da Família, assinado por Samira Ader e Andrea Medeiros para o Morar Mais BH tem a proposta de promover o encontro de gerações num espaço aconchegante. O espaço reúne mesa de jogos, um bucólico painel de fotos das várias gerações – relembrando momentos únicos e marcantes familiares.

Personalidade e estilo!

Com 16 m², o Dormitório do Filho foi concebido a partir da figura de um adolescente que faz parte da geração saúde, com um estilo de vida mais desconectado e apaixonado por esportes. Por mais que tenha sido pensado para um rapaz, seu décor é neutro, trazendo objetos que mostrem a história de vida do jovem cliente. A dupla que assina o espaço criado para o Morar Mais SP, Carina Pederzoli e Rodrigo Amaral do escritório Dos Mundos Creations, acreditam que a arquitetura precisa ser afetiva e por isso completam o quarto com a cômoda retrô, herdada da avó do jovem morador.

Curiosidade!

O termo “arquitetura afetiva ou emocional”, apropriadamente atribuído ao arquiteto mexicano Luis Barragán e ao escultor-pintor Mathias Goéritz, que juntos publicaram um manifesto eloquentemente redigido em 1953. “Trabalhei com total liberdade para fazer trabalhos cuja função é produzir emoção”, escreveu Barragán. Portanto, sua obra abrangia cores, luzes e sombras com a bravura e a delicadeza de um pintor impressionista, incentivando os visitantes a meditar e refletir.

Memória afetiva, arquitetura emotiva
Luis Barragán e Mathias Goeritz, Cidade do México, México, 1957 – foto espólio de Mathias Goeritz

Casa Giliardi de Luis Barragán

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Matéria: Ale Devecchi

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