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Verde na decoração: por que a cor saiu dos vasos e ocupou a arquitetura

Por muito tempo, o verde entrou nos interiores quase exclusivamente pela vegetação. Em 2026, a leitura é outra. A cor passou a ocupar superfícies maiores e elementos permanentes do projeto: paredes, revestimentos, marcenaria, mobiliário e até banheiros inteiros. O movimento acompanha uma busca por ambientes mais conectados à natureza, mas também por paletas menos neutras e mais pessoais.

verde na decoração
Sala de Banho Raízes – Guilherme Ferreira

No Morar Mais BH 2026, essa tendência aparece sob perspectivas distintas. Na Sala de Banho Raízes, de Guilherme Ferreira, o verde convive com o azul dos revestimentos, com vegetação e com uma proposta de retrofit que preserva a arquitetura original.

Sala de Leitura Travessia – Nathalia Picoli, Lucas De Mitri, Arianne Andrade e Otávio de Abreu

Já na Sala de Leitura Travessia, assinada por Nathalia Picoli, Lucas De Mitri, Arianne Andrade e Otávio de Abreu, ele entra como parte de uma composição mais intensa, misturado ao vinho, à madeira, à arte e aos livros. No Banheiro Público | Alma Natural, de Karine Mayrink, o verde das paredes contrasta com o piso vermelho original da casa e com o quartzito nacional da bancada.

Banheiro Público | Alma Natural – Karine Mayrink

O ponto em comum não está em repetir uma fórmula. Está em usar a cor como linguagem. O verde funciona porque pode ser calmo ou vibrante, clássico ou contemporâneo, profundo ou luminoso. E, quando associado a materiais naturais e texturas, ganha ainda mais presença.

Mais do que uma “cor da vez”, o verde mostra como a decoração contemporânea está abandonando ambientes genéricos para construir espaços com identidade, atmosfera e relação emocional com quem vive neles.

Fotos: Ivan Araújo

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